Old School – rev 0
Após um longo período sem inspiração – a.k.a saco – para postar retorno a ativa.
Há algum tempo estou planejando colocar imagens e fatos sobre o Linux. Mais precisamente imagens e fatos que contam minha história junto deste sistema.
Como não vejo nenhum motivo pra ficar alugando o ouvido de ninguém com histórias fantásticas e excepcionais, inicio o registro da minha humilde saga com este sistema. Feel free to read or ignore it !:-)
O início
Iniciei a minha aventura com o unix meio por acaso. Assistindo a um filme – por volta de 1990 – que não me lembro o nome, onde uma menina, diante um computador numa situação difícil, descobre que o sistema utilizado era unix e ela exclama: isto é unix !! Disto eu entendo. Aquela cena me provocou pois eu já utilizava computador no trabalho e também já havia migrado do MS-DOS (MSX) para um “possante 386″. Adicionalmente estava trabalhando com “C” no MicroVAX/VMS e não admitia saber menos que uma criança.
Para referência, os usuários de VMS – sistema operacional da extinta Digital – eram contra os unices, aliás o VMS foi criado para ser um sistema seguro, superior ao unix e mais amigável. O próprio desenvolvedor do kernel do VMS – Dave Cutler – foi posteriomente contratado pela M$ para criar o kernel do NT.

Mas o fato que me incomodou mais foi não ter disponível unices decentes para o meu “possante 386″ – pelo menos um que eu tivesse acesso. Então, já naquela época, eu me encantava com a estabilidade e as redes do VMS e iniciava os primeiros passos em programação C.
Nos livros de “C” havia farta referência sobre computadores da Digital, IBM, Sun e sistemas – como Solaris, Venix, Santa Cruz, QNX – que aguçavam cada vez mais a minha vontade de usar e conhecer o unix. Afinal, um sistema que foi todo escrito na linguagem que eu amava e ainda com todas aquelas funções multitarefas, só podia ser o shangrilah. Mas, a realidade era que nada havia disponível para o meu poss…
O primeiro contato com o unix se deu então através do QNX – por volta de 95 – que rodava completo a partir de um disquete. Completo em termos pois era bastante limitado apesar do acesso à … Internet: uma grande novidade que estava surgindo.
Em 1996, já com as BBS’s em franco declínio, o meu provedor de BBS – The Jungle – havia se juntado a outro e formado a VIXNet que provia acesso a internet via linha discada com os poderosos modem US Robotics V 56 que permitiam throughputs máximos de “absurdos” 56Kb/s.
Nesta época então fiz a minha primeira compra – devido ao surgimento dos cartões internacionais de crédito – na extinta infomagic: CD’s com todas as distros da época – Debian 1.3, Slacware, Red Hat 5.0 e a primeira T-Shirt. Note que o famoso pinguim ainda nem existia. 
Na realidade o Sr. Torvalds propôs a criação de um logo naquele ano:
Re: Linux Logo prototype.Linus Torvalds (torvalds@cs.helsinki.fi)Thu, 9 May 1996 17:48:56 +0300 (EET DST).Somebody had a logo competition announcement, maybe people can send theirideas to a web-site...Anyway, this one looks like the poor penguin is not really strong enough tohold up the world, and it's going to get squashed. Not a good, positive logo,in that respect..
A camisa ainda está comigo até hoje, pedindo pra virar trapo de chão, mas eu a mantenho por razões histórico-pessoais, junto com outras que comprei em seguida. Comprar via internet era algo realmente “chique” heheh.
Entre as várias histórias, uma que me alegra sempre recordar é quando eu e um colega, o Márcio Mofati, colocamos no ar uma máquina PC da Digital, com o Slackware – vindo nos CD’s da Infomagic – e a empresa onde trabalhávamos, estava implantando a rede corporativa com Novell – criticávamos muito a escolha por Novell, pois preferíamos TCP/IP – e a nossa “obra” nomeada de “pistache” apareceu no mapa de rede deles como um novo server da rede. Minutos após iniciarmos a “brincadeira” já estávamos causando polêmicas de segurança na rede corporativa, pois ninguém soube informar que server foi aquele que surgiu do nada rodando e falado o IPX da Novell.
O objetivo justificado era usar a máquina como terminal X-windows para acessar os MicroVAX, pois o ambiente X nos despertava muito interesse: rodava janelas remotas e os computadores que rodavam os clientes X-Windows eram muito caros e não permitiam muita interatividade, já que eram máquinas diskless com muita memória e firmware. Configurávamos as peças via bootp ou setup local.
Devido ao sucesso obtido com o uso do Linux iniciei nesta época uma evangelização pessoal e geral sobre o sistema, já que o bosta do ruwindows 95, erá só problema atrás de problema (e pelo jeito continua assim até hoje) . Sendo assim, eu uma oportunidade que tive de dar uma entrevista para o jornal interno da empresa, escolhi o tema. O fotógrafo então registrou numa foto este momento. A foto se encontra no topo da postagem – clique nela para ver os detalhes da tela – vemos o meu primeiro Linux instalado.
Depois comecei a comprar livros e mais livros sobre o tema, boa parte da O’Reilly e expandir os conhecimentos. Cada viagem a sampa era feita uma tour na Siciliano do Conjunto Nacional, onde se tinha a mais nova e vasta disponibilidade títulos sobre computadores.
Mas passaram-se 10 anos até que eu conseguisse abandonar de vez o Windows e somente manter cópias enjauladas em vmware, deste que foi um atraso na minha evolução. Digo isto porque, se tivesse adotado o Linux em 1996 quando o descobri, teria mantido muitos dos meus trabalhos em CVS e teria aprendido muito mais, especialmente sobre Vim/Vi que, diga-se de passagem, merece uma saga à parte.
The book is on the table…
Esta é primeira postagem sobre este tema. Prentendo postar outras incluindo dicas e observações deste sistema. Já que aprendi tanto com ele, pretendo divulgar.
Thx for read it.
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[...] algum tempo postei aqui um comentário sobre o fato do desenvolvedor do OpenVMS ter ido trabalhar na Microsoft e lá [...]
Pingback por Running VAX/VMS Under Linux Using SIMH « Marzvix’s Weblog | 2009-02-12 |