Virtualização
Escrito por marzvix em 2008-06-23
O momento atual requer muita atenção com esta(s) tecnologia(s) que estão mudando o conceito de programação e análise de sistemas.
No artigo passado eu falei do meu problema com as máquinas virtuais e o SQL Server. Errei.
Confiei nos artigos que achei (e apontei) no google e não fiz os testes. Mudei o meu foco, instalei uma nova VM com o Windows XP e desta vez obtive sucesso no processo. Havia algum problema com a máquina virtual que estava usando. Acabei conseguindo também colocar som e as usb’s funcionando.
Já testei impressora, Pendrives e o modem Huawei (Claro 3G). Tudo funciona normalmente. Bem… Nem tanto pois o Windows pensa que os pendrives são 1.0 e avisa que “este dispositivo pode ser mais rápido…”
O que interessa é que pude concluir o trabalho que estava fazendo com os o SQL Server e com o Elipse E3 e pretendo evoluir para testes mais interessantes agora que tudo funciona bem.
A nova instalação que fiz ontem foi do Xen. Muito bom e rápido, parece que a máquina é de fato real.
Mas o que é este Xen? É o sistema de para-virtualização que utiliza o modo Hypervisor. Sem muita firúla técnica: ele roda o seu sistema operacional como um módulo e usa o Xen como “kernel”. Logo no seu boot, vc vê um arquivo zipado, que é o “kernel” do Xen, chamado, ao rodar, de Dom0. E o seu sistema passa a rodar em um DomU, que deve ser domínio do Usuário. Esmiuçando um pouco mais: o xen roda no ring 0 e o seu sistema passa a rodar no ring 1.
Parece besteira, mas pense: se um aplicativo trava ou começa a “comer” ciclos de CPU, o sistema como um todo passa a ter um gargalo, mesmo sendo preemptivo. Com a paravirtualização, passamos a ter de fato vários computadores rodando isoladamente no seu espaço. Isto já ocorre hoje a nível de aplicativos nos sistemas modernos mas, se passamos a tratar o SO como mais um aplicativo, o benefício de preempção é extendido agora à máquina como um todo. É legal pois podemos ter um sistema executando um jogo ou música enquanto baixamos um arquivo P2P “em outro” computador. Se um travar… O outro não será afetado e não perderemos o que estavamos fazendo no aplicativo.
Com a maquina virtualizada e sendo hipervisionada este problema passa a ser gerenciado pelo Dom0 que utiliza das novas tecnologias dos processadores: Dual Core, Quad Core etc.Aqui a guerra fica boa pois nós usuários poderemos ter mais tecnologia e as possibilidades são imensas. Fala-se no Octo Core para 2009.
Eu já estou migrando para o Xen para poder ter 4 máquinas a minha disposição quado ligar o meu computador: um desktop, um servidor de dados, um servidor de web e uma máquina para testes com outras distros. Tudo comuincando em rede e ligado em cluster pois quando estiverm ociosas poderão jogar o poder de processamento para o meu desktop.
É, mas nem tudo são flores. Neste primeiro teste, não consegui fazer a placa de som e a placa de rede wireless funcionar. Sem som tudo bem… Mas sem a placa de rede wireless fica impraticável.
Eu também descobri que as placas de rede wireless, independente de marca ou modelo, não oferecem suporte para bridge. E isto explicou as muitas dores de cabeça que tive com o vmware. Então, vou com NAT, quando estou usado a rede sem-fio.
Finalizando, quero dizer que é óbvio que não descobri isto sozinho. Seguem os links onde encontrei ótimas informações.
O que é esta tal de virtualização?
Uma observação: quando comecei a mexer com computadores, me interessei e cheguei a montar os meus. Isto perdeu o sentido pois temos ótimos computadores prontos no comércio e eu, particularmente, sou adepto dos laptops. Mas a cultura legada do faça você mesmo ainda perdura no meu inconsciente e a vontade de poder “montar” máquinas virtuais parece-se bastante com o início da minha carreira. Ciclo da vida.
Enviado em Uncategorized | Nenhum comentário »

